Hoje, em "homenagem" ao término do ano, foi sugerido aos funcionários da empresa que viessem vestidos com roupas brancas. Eu vesti uma camisa preta, em luto a minha motivação de trabalhar, que faleceu vitimada pelas atitudes das pessoas que governam o rumo do meu trabalho.
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Se você não leu os contos que escrevi aqui, peço que o faça agora se puder. São apenas três e relativamente curtos, cadastrados sob o marcador "contos". Reparou que em todos eles alguém morre no final? Isto não foi proposital, e não sei qual a razão desta morbidez. Eu já havia reparado que minha criatividade geralmente nasce em momentos de "depressão", por assim dizer, e geralmente os temas envolvendo o que é criado nestes momentos não são nada festivos. Será mais fácil? O motivo eu não sei.
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Por falar em marcadores, isto já tinha me incomodado antes e agora, pensando em como categorizar esta ladainha, bateu novamente: como eu ODEIO este marcador "reflexão". Cara, que BOSTA, soa extremamente pretensioso, e os textos categorizados com este marcador são nada mais que meus pensamentos jogados a esmo, não necessariamente destinados a causar qualquer tipo de "reflexão" por parte do leitor. Apesar disso, no momento me falta outra palavra para descrevê-los, assim como este, então enquanto penso em outra alternativa, vai ficar como reflexão mesmo. Sugestões?
Edit: agora virou divagações. :)
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Aleatoriedades
Postado por Aleatório às 13:36 1 comentários
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
CDs para conhecer 3 - Rafael Bittencourt / Brainworms I
Se você não é uma pessoa que aprecia Heavy Metal, é provável que não tenha ouvido falar de uma banda chamada Angra. Brasileiríssima, apesar da grande maioria de suas letras ser em inglês, a banda reúne músicos excepcionais que sempre mesclam o melhor da música pesada com influências brasileiras e outros sons mais inusitados. A maioria das músicas sempre foi composta pelo vocalista André Matos, famoso e/ou ridicularizado por seus agudos e falsetes, e o guitarrista Rafael Bittencourt. E é do álbum solo deste segundo, lançado em um momento em que o futuro do Angra encontra-se incerto devido a problemas empresariais e desentendimentos entre integrantes, que eu vou falar um pouco hoje.
De cara já aviso que quem espera um CD de Heavy Metal tradicional nos moldes do som do Angra irá se desapontar e muito com Brainworms I. Sem medo de inovar, Rafael pega os elementos diferenciados que já eram visíveis em suas composições na banda e, com a liberdade conferida por um álbum solo, os utiliza sem parcimônia, gerando um disco musicalmente diverso e de fácil audição. Além de tudo, é apresentada uma nova faceta desconhecida de seu talento: os vocais. Antes relegada aos backing-vocals, sua voz é excelente, e transita entre o suave e o agressivo com facilidade.
Não vou falar sobre todas as músicas do disco, mas para ilustrar a diversidade das músicas, cito alguns destaques do CD. A música de abertura Dedicate My Soul é pesada e com ritmos no melhor estilo Angra, o que pode levar o ouvinte a assumir que o restante do CD será assim. Esta impressão, porém, é rapidamente desfeita com as canções seguintes, em especial The Dark Side Of Love, uma balada bastante sentimental, e Nightfly, música extremamente variada e com diversas passagens interessantes. Em Santa Teresa, o guitarrista explora a viola caipira, criando uma atmosfera bastante relaxante. A próxima música é O Pastor, cover da banda portuguesa Madredeus, que mistura cantos gregorianos (!) com um trabalho de guitarras pesado e soturno, e os vocais mais agressivos do álbum. Temos por fim duas canções instrumentais, com destaque para Primeiro Amor, tocada somente no violão de nylon.
Recomendo muito este CD para quem está sempre buscando novas sonoridades, e posso dizer que o disco entrega isto de sobra. Vale dizer também que o algarismo romano I no título do álbum sugere que esta é apenas a primeira parte. Portanto, que venham as próximas!
PS: além do encarte, o CD vem com um livreto muito legal com a tradução oficial das letras para o português, além dos conceitos e idéias por trás de cada uma delas.
Postado por Aleatório às 15:06 1 comentários
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Manto
Tempos atrás, quando tudo ainda era áureo e pleno, ela teria rido frente à mera idéia de que, dada a situação, ele estaria exatamente onde está agora, com esta exata intenção em mente. Mudança, ao que parece, é a única constante da vida. No momento em que a luminosidade e a plenitude dão lugar à ausência, idéias e pensamentos se reorganizam de modo imprevisível.
A mídia repetia-se em dizer o quanto a promessa do dilúvio era implacável e repentina, ignorando porém as décadas de avisos que nosso próprio planeta provia em abundância. No entanto, nostalgia inundava sua consciência, tal qual o mundo seria em breve inundado, tornando-o imune à iminência da tragédia.
Em meio ao abrir e fechar de gavetas e armários, percorrendo todos os objetos acumulados através dos anos de seu exílio pessoal, encontrou enfim o que ele procurava. A máquina fotográfica de uso único ignorou os anos de letargia e continuava impecável, ainda com sua proteção para uso subaquático. A mesma máquina que fora comprada em antecipação à viagem de lua-de-mel, e que jamais teve a oportunidade de ser usada.
Estava agora na varanda da casa, desafiando o oceano enquanto ventos tempestuosos entrelaçavam-se em seus cabelos grisalhos. Era possível avistar a onda à distância, movendo-se lenta porém certamente em sua direção. De máquina fotográfica em punho, ele aguardava o momento certo, quando poderia manter um registro de seu confronto com o muro de água impelido por toda a força da natureza, deixando assim sua única marca em um mundo que
poderia não sobreviver para vê-la.
Já não era mais possível ver o horizonte através da água, que movia-se com fúria crescente. Ele estava, porém, mais sereno do que lembrava ter sido nos últimos 15 anos. Sorrisos e felicidade permeavam sua memória, isolando-o do temor do fim. A onda estava agora aproximando-se da praia, levantando uma névoa de areia. Até mesmo as brigas eram agora relembradas com ternura, pois apenas ao lado dela podia-se dizer plenamente vivo. A água pairava sobre a casa,
com a estatura de um colosso. Lembrou-se então do dia do acidente, que havia tomado dele toda a vida que ela trazia.
Pressionou o botão.
Antes de sequer ouvir o clique, foi envolvido por um manto, acolhedor e profuso como veludo, porém frio e escuro.
Postado por Aleatório às 13:10 0 comentários
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Piadas péssimas 3
Havia um cara que tinha a fama de falar todas as línguas do mundo, exceto grego.
Um sujeito curioso resolveu tirar a prova. Chegou pro cara e disse:
- Eu duvido que você fale russo comigo agora!
O cara responde:
- Não, russo pra mim é grego.
Postado por Aleatório às 18:35 1 comentários
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A Guerra do Volume
Às vezes parece que a indústria da música quer falir a qualquer custo. Não é nenhum segredo que sua habitual fonte de renda na forma de vendas de CDs vem diminuindo mais do que pipi ao ar livre na Sibéria. Isto é mais conseqüência da mudança natural que a internet e o estouro dos tocadores de MP3 e celulares provocaram do que da pirataria, como os executivos das grandes gravadoras adoram alegar. O braço executivo da indústria musical, denominado RIAA (Recording Industry Association of America), tem perseguido mais e mais usuários de redes de compartilhamento de arquivos, utilizando métodos questionáveis de obtenção de "provas" e pedindo valores absurdos em disputas judiciais.
Em outros países como os Estados Unidos, as vendas de lojas virtuais de música como a iTunes Store já superam a de grandes lojas no varejo. Mas quem disse que as gravadoras vão deixar a música que você compra digitalmente ser sua? Nem a pau, eles vão atulhar de DRM para que você só possa usufruir de sua música como ELES permitirem. Existem algumas iniciativas de vendas de música sem DRM, como a Amazon Music Store ou o próprio iTunes, que possui uma parte de seu catálogo disponível DRM-free. Aqui no Brasil temos algumas iniciativas como o Sonora, mas que não empolgam, geralmente devido ao preço.
Tudo bem, isso se trata de questões judiciais e/ou financeiras, mas pelo menos a qualidade da música não é afetada, certo? ERRADO! Há uma tendência no mercado, que já data de alguns anos atrás, de cada vez mais aumentar o volume das músicas como um todo, a chamada Guerra do Volume (Loudness War), para que comparado ao concorrente, a música de uma gravadora chame mais atenção. O problema é que essa inflação artificial do volume distorce o som, pois trechos da música que já são altos por natureza atingem certo limite, e acima disso os detalhes são perdidos, enquanto que trechos que deveriam ser mais "quietos" podem apresentar algum tipo de ruído.
Tomemos como exemplo um caso que, por tratar-se de um disco altamente esperado de uma banda popular, tem ganhado mais atenção da mídia como a mais nova vítima desta guerra: o álbum Death Magnetic, do Metallica. Como forma de propaganda, todas as músicas do CD foram também disponibilizadas para download para o jogo Guitar Hero 3. Fãs músicos, ou com ouvidos mais apurados, notaram desde o dia do lançamento que a música soava estranha, em especial as guitarras distorcidas e algumas partes da bateria, mas isso apenas na versão em CD. Compararam então as formas de onda das músicas entre as duas fontes. Veja você mesmo o resultado:
A de cima é a do jogo Guitar Hero, e a de baixo é a do CD. Repare que a do jogo tem altos e baixos mais definidos, e portanto mais detalhes, enquanto que a do CD é praticamente constante. Quando questionado sobre a qualidade do material, o engenheiro de som responsável pela masterização do álbum, Ted Jensen, respondeu o seguinte.
Eu certamente concordo com a sua reação, eu bato minha cabeça contra esse muro todos os dias. Neste caso, o material que recebi já estava deste modo antes de chegar às minhas mãos. Basta dizer que eu jamais faria algo com as músicas como foi feito neste caso. Acredite em mim, eu não estou nem um pouco orgulhoso de ser associado com este álbum, e só podemos esperar que algo de bom resulte desta discussão, na forma de uma represália contra a priorização do volume acima de qualquer coisa.
Uma possível explicação para a diferença entre as fontes é que o material das músicas foi entregue mais cedo para os desenvolvedores do jogo Guitar Hero 3, visto que pela natureza do jogo eles necessitam dos canais de áudio das guitarras separados do restante da música. Talvez por isso, eles tenham obtido um material mais puro, antes da mixagem final destruidora.
Os executivos das grandes gravadoras precisam colocar suas cabeças no lugar se pretendem salvar o pouco que resta deste mercado. Que ironia não? Os líderes do mercado responsável por todo seu lucro estão conseguindo destruí-lo por conta própria.
PS: apesar de tudo, o CD Death Magnetic é muito bom, e recomendado para apreciadores da música pesada! :)
Fontes:
http://mastering-media.blogspot.com/2008/09/metallica-death-magnetic-clipping.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Loudness_war
http://www.slashgamer.com/2008/09/17/metallicas-death-magnetic-sounds-better-on-guitar-hero-when-compared-to-the-cd/
Postado por Aleatório às 13:11 2 comentários
Marcadores: música
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Somente uma cabeça
Olha só, existem alucinógenos muito mais poderosos que bebidas ou drogas. Um exemplo oportuno: uma tarde de trabalho em que você não quer fazer NADA. Sente só a viagem.
Estava aqui ouvindo "música mental", já que nesse maldito departamento não é possível usar fones de ouvido durante o expediente, e me lembrei de uma frase de uma música do Pain of Salvation, do CD BE:
Searching for yourself is like looking for the house you stand inPense bem, isto faz todo o sentido do mundo! Do nosso ponto de vista, somos nada mais que uma cabeça flutuando sobre um corpo. Se não houvessem espelhos, a única maneira de nos medirmos seria pela reação de outras pessoas e do mundo à nossa existência. Eis, portanto, o motivo primordial de ser tão difícil entender a si próprio. Você é você, e não é possível "ver" você mesmo de outra perspectiva. Desde sua primeira batida cardíaca, a compreensão do indivíduo "Eu" esteve confinada à sua própria consciência.
How could you possibly find it?
It's everywhere
It's all you know
And there are no other points of reference
O ser humano é um pretexto para a criação da disciplina da Psicologia, com certeza :)
Postado por Aleatório às 15:40 0 comentários
Marcadores: divagações
Dica: VirtualBox

É impressionante ver como a tecnologia de máquinas virtuais evoluiu vertiginosamente nos últimos anos. A capacidade de processamento dos computadores pessoais aumentou tanto que é possível executar um ou mais "computadores virtuais" dentro do seu próprio, simulando todo o hardware via software.
Para ser sincero, apesar de achar a tecnologia muito interessante, nunca tive um uso muito prático para uma VM, exceto na época de faculdade quando os exercícios e trabalhos para algumas disciplinas dependiam de um ambiente Unix, e eu não queria perder meu tempo particionando HD, fazendo dual-boot, etc. Bastou instalar o VMWare, criar uma máquina virtual, instalar um Linux basicão e pronto, ambiente configurado em menos de 30 minutos.
Recentemente, meio que por acaso descobri que a Sun adquiriu um sistema de máquinas virtuais open-source chamado VirtualBox. O que mais me chamou a atenção foi um tal de seamless mode, modo sem costura em uma tradução literal. Segundo o site, este modo de operação permitia que as aplicações rodando dentro da máquina virtual se integrassem transparentemente ao sistema hospedeiro. Traduzindo, uma janela de uma aplicação Linux rodando dentro da VM poderia ser aberta lado a lado com uma aplicação Windows, e o usuário poderia alternar entre elas livremente.
Incrédulo, fiz o download do programa e de uma ISO do Kubuntu com a versão 4 do KDE. Instalei tudo e configurei a VM sem maiores problemas. Com o Kubuntu já rodando dentro da VM, a grande sacada é através do menu do VirtualBox instalar os guest additions, que são drivers que permitem a integração dos sistemas. Feito isso, ativei o modo seamless através do menu, e realmente funciona muito bem!
Acima da barra de tarefas do Windows é aberta a do KDE (ou do ambiente de janelas da distribuição que você utilizar), e com isso você pode interagir com o Linux diretamente, sem precisar alternar para uma janela executando a VM. É possível abrir as aplicações lado a lado, sobrepostas e o diabo a quatro, mas ainda assim mantendo os ambientes separados. Vale lembrar que o inverso também funciona, ou seja, utilizar uma VM com uma instalação do Windows dentro de um sistema hospedeiro Linux.
Inclusive já estou contemplando esta solução para migrar minha máquina principal de vez para Linux, e ainda assim não perder as aplicações Windows das quais necessito. Altamente recomendado.
Postado por Aleatório às 15:40 2 comentários
Marcadores: tecnologia
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Caminhos da vida
Há, adoro títulos clichê, ainda mais quando já foram usados como nome de novela =)
Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou uma completa negação para caminhos em geral. Para sair de um ponto A e chegar a um ponto B, munido de um conjunto relativamente bom de indicações e mapas, sou capaz de dar voltas e voltas que envergonhariam até mesmo um texugo cego com o rabo pregado no chão. Sou perito em perceber que a entrada pela qual acabei de passar é a que eu deveria ter pego, e isso só no momento em que não há mais a menor possibilidade de ir por aquele caminho sem causar um belíssimo acidente.
O curioso é que nestas situações, minha reação é peculiar: eu rio, muito, gargalhadas mesmo, sozinho no carro. A verdade é que ao invés de ficar nervoso, eu me divirto como nunca em me perder. Encontrar caminhos que você nem pensou existir é uma das coisas mais legais em uma viagem, e pode até renovar seu ânimo no caminho de volta para casa após um dia de serviço estafante.
Percebi então que esta é também minha maneira de encarar a vida. Sou adverso à planos excessivos e minuciosos, prefiro partir com base em uma idéia geral e deixar que as particularides sejam preenchidas ao longo do caminho. Minha definição de uma viagem ideal seria conhecer um lugar do qual jamais tivesse ouvido falar, sem informações ou guias, e então descobrir no ato tudo que pudesse me atrair. Seria não apenas uma viagem, mas a MINHA viagem.
Afinal de contas, hora ou outra chegamos ao nosso destino. Por que então não diversificar as maneiras de se chegar lá?
ps: toda a parte de "divertir-se ao se perder" não se aplica em casos em que o relógio corre contra você =)
Postado por Aleatório às 21:14 1 comentários
sábado, 21 de junho de 2008
Sons do Aleatório - She
She may be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in many years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she
boomp3.com
Postado por Aleatório às 19:50 0 comentários
Marcadores: música
Um bom moço
O bom moço levantou-se no horário de sempre. Ajeitou o seu cabelo e fez sua barba como sempre, mantendo sua eterna aparência de confiável. Afável. Dirigiu-se para a porta da rua, e dali iniciou os passos para o emprego que mantinha por anos, dada sua segurança.
O bom moço observou as mulheres passando. Ele nunca fora um sucesso nestes termos. Sempre o legalzinho, o irmãozinho, o amiguinho. Inho, inho, inho. Mas isso não o incomodava. De fato, as pessoas que conviviam com ele não conseguiriam pensar em algo que incomodaria o bom moço. Fachada.
Alguém se aproximou por trás do bom moço em seu caminho. Pediu as horas. O bom moço, sempre solícito, estendeu seu braço, expondo por debaixo da manga da camisa o relógio que havia ganho de seu chefe. Não por algum trabalho de destaque, mas pelos anos de trabalho sólido. Previsível. Proferiu as horas em voz alta, com um sorriso no rosto. O outro homem, como agradecimento talvez, o apunhalou nas costas e levou o relógio.
No funeral do bom moço, todos se revoltavam. Tragédia, infâmia, injustiça. Como podia um moço tão bom ser vítima de tão cruel fatalidade?
Sentiam a falta de um bom moço, mas não exatamente a sua falta.
Postado por Aleatório às 18:21 0 comentários
Marcadores: contos
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Feel the music
Notas musicais sozinhas são nada mais do que meras ondas de som. Porém, encadeadas e orquestradas, transformam-se em imensos receptáculos, transportando quantidade descomunal de memórias. O que elas significam para você? Trazem com elas cenas e relances de um passado que não volta? Ou talvez de um passado que você não queira de volta?
Temos todos nossas trilhas sonoras. Os sucessos marcantes e fracassos retumbantes, nossas maiores conquistas e piores decepções, todos podem ser conjurados por uma transiente melodia.
Música transcende uma simples forma de passar o tempo. Ela evoca emoções e sentimentos tal qual qualquer forma de expressão. De arte. Deixe a música falar com o seu mais privado "eu". Manter este diálogo é primordial.
Permita-se sentir o que sua música favorita representa, and simply feel the music...
Postado por Aleatório às 23:32 0 comentários
Marcadores: divagações, música
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Escravos das expectativas
Pessoas sempre esperam algo das outras. Temos o péssimo hábito de tomar nossa própria vivência e assumi-lá como sendo a Conduta Correta Universal ®. Fazemos algo por alguém, e esperamos do outro uma reação exatamente igual à que nós próprios teríamos em uma situação igual. Pode-se até dizer que isto é um fator inerente do ser humano, estas expectativas de como as coisas deveriam ocorrer. Sofremos por antecipação esperando um resultado, e sofremos também quando este resultado não é o esperado.
A chance de uma expectativa ser atendida geralmente é mínima, e depende de outro fator inerente à condição humana: a individualidade. Pessoas reagem de maneiras diferentes quando expostas às mesmas situações, e enquanto isso parece ser um conceito tão simples (no fundo da sua mente você provavelmente pensou "Lógico!" ao ler este parágrafo), em alguns momentos ele custa a entrar nas nossas cabeças.
E não ter suas expectativas atendidas é geralmente o principal fator de desgaste em uma relação, seja de amizade ou amorosa. Falta empatia, colocar-se no lugar da outra pessoa e tentar entender o que a levou a tomar uma decisão. Desprender-se das suas próprias noções do que é certo e errado, e apreciar a reação de uma pessoa pelo que ela é, não pelo que deveria ser.
Dito assim parece fácil né? Infelizmente não é. Somos todos culpados de gerar e também frustrar expectativas. Mas vale a pena nos tornar escravos delas?
Postado por Aleatório às 11:23 1 comentários
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sábado, 17 de maio de 2008
Desculpa
Existe aquela pessoa que mais me irrita no mundo. Devido aos anos de convivência turbulenta, àqueles gritos e desabafos que ficaram atravessados na garganta vibrando nas cordas vocais mas sem emitir som algum, às inúmeras verdades que foram ocultas para manter a sensação aparente de que está tudo bem. Talvez como forma de defesa comecei a tratar esta pessoa com rispidez. Pior, descaso. Qualquer palavra dirigida a mim é rebatida com um olhar atravessado, ou uma resposta monossilábica.
No último destes episódios a tensão foi mais palpável. Palavras foram ditas, palavras duras que não deveriam ser proferidas nem ouvidas. Mas foi de minha boca que saiu a palavra mais supreendente:
Desculpa.
E assim que ela ganhou voz e levantou vôo, o lugar que ela ocupava em meu interior tornou-se vazio, e foi possível perceber seu peso, ou agora ausência de, de maneira claríssima.
Postado por Aleatório às 20:52 2 comentários
Marcadores: divagações
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Roses
I've walked the distance,
I paid my dues and tried to have a go
at what I thought I knew was real, held no appeal
I've been to places, I've seen the tidings,
I bought a book of rules for every coin that I could steal
And so I came to gaze upon the stars, when they were yet unborn
And consequently, tear at my old scars, and the mask I had outworn
So when I'm crying alone
Yeah, when I'm cold as a dying stone
Grow me a garden of roses
Paint me the colors of sky and rain
Teach me to speak with their voices
Show me the way and I'll try again
Postado por Aleatório às 10:29 2 comentários
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domingo, 4 de maio de 2008
Simetria
A colher atingiu em cheio a lateral inferior direita do pudim. O restante do doce, carecendo de sustentação, pendeu para o lado, hesitou por um momento e por fim ruiu. Seus olhos fitavam atenciosamente a colher nas mãos da garota. Não por nenhum interesse específico na garota, ou no doce. Ou na colher.
Um olhar incomodado atravessou o seu próprio. Levantou-se e foi em direção a calçada. Ele próprio, não o olhar, ou o pudim. O pequeno homem andando iluminou-se, sugerindo uma passagem segura através da rua.
Adentrou a galeria vazia. Ainda assim, sentiu em sua alma o fluxo interminável da posse, de quem possui para quem cobiça. Sua cabeça pesava mais do que costume, mesmo sem estar usando boné hoje. Os degraus em movimento o chamavam para cima. Por nenhum motivo em específico.
Uma criança entediada o fitava com atenção em seu trajeto. Lançou um olhar incomodado, fazendo a criança buscar outro alvo para sua atenção. Estava já chegando ao topo da escada. Ele próprio, não a criança. Ou o novo alvo.
A bolsada acidental da senhora atingiu em cheio a parte inferior de sua perna direita. O restante do seu corpo, carecendo de sustentação, pendeu para o lado, hesitou por um momento e por fim desabou.
Estava novamente no começo da escada. Sua cabeça pesou mais uma vez. Não pôde conter um sorriso ao contemplar de forma tão contundente a simetria da vida. E então tornou-se leve como uma pluma. Sua cabeça, não a simetria, ou a vida.
Postado por Aleatório às 23:59 1 comentários
Marcadores: contos
O faltante
Engraçado.
Passei por uma época de minha vida em que realmente tudo parecia conspirar contra minha felicidade. Nestes tempos, o pensamento que dominava minha mente era: "se um dia eu tiver ao menos o mínimo do que me falta agora, jamais me sentirei assim novamente".
O tempo passou, e com ele esta terrível fase. Aos poucos conquistei tudo que necessitava. Companhia, comunicação, liberdade. Alguns por perseverança, outros por acaso.
O curioso é que, não satisfeito, um antigo companheiro indesejável resolveu dar as caras: o vazio. Porém agora mais furtivo, escolhe cuidadosamente o momento para surgir. Quando percebe uma brecha, mostra sua incômoda face, inundando-me com a sensação de que ainda falta algo.
Seria isto uma característica inerente ao ser humano, ou algo particular meu? Somos incompletos por natureza e incapazes de ser um todo, ou a peça que nos falta deve ser produzida por ninguém mais além de nós mesmos?
O conhecimento que mais elude um indivíduo é compreender a si mesmo.
Engraçado.
Postado por Aleatório às 23:14 1 comentários
Marcadores: divagações
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Recado aos puxa-sacos
À todos os puxa-sacos, duas caras, manipuladores, traíras, back-stabbers que infestam o universo corporativo de TI, deixo a vocês...
... o meu mais cordial FODAM-SE!
E o mais belo PAU nos seus CÚS!
Postado por Aleatório às 21:37 0 comentários
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
CDs para conhecer 2 - Pain Of Salvation / BE
I am
I was not
then I came to be
I cannot remember NOT being
But I may have traveled far
very far
to get here
Maybe I was formed in this silent darkness
From this silent darkness
BY this silent darkness
To become is just like falling asleep
You never know exactly when it happens
The transition
The magic
And you think, if you could only recall that exact moment
Of crossing the line
Then you would understand everything
You would see it all
Tenho uma história interessante a respeito do Pain of Salvation. Um amigo meu é fã incondicional da banda, fervoroso até demais. Ele aguardou pacientemente o lançamento do CD BE, vasculhando os sites de torrent todos os dias para ver se já estava disponível. Até que um dia ele me mandou um e-mail, só com o assunto "SAIIIIUU, SAIIIIUUU!!!". Algumas horas depois ele me ligou transtornado, dizendo que o disco era uma BOSTA, que parecia música de índio, entre outros insultos menos publicáveis. Não contente em desabafar comigo, ele resolveu desabafar com Daniel Gildenlöw, vocalista, guitarrista, e frontman da banda, enviando um e-mail (o endereço dele está listado no site da banda) bem pouco amistoso, com diversos fucks e shits, contendo todas as suas opiniões a respeito do disco, e fechando com a frase "o que aconteceu com a banda que eu amava?".
Qual não foi a surpresa dele (e minha) quando, no mesmo dia, recebeu uma resposta! Muito infelizmente não tenho mais o texto do e-mail, mas basta dizer que o cara foi extremamente cordial, rebatendo ponto a ponto as críticas feitas (e ainda dando uma alfinetada por ele ter baixado uma cópia pirata, visto que ele disse ser do Brasil e o CD havia acabado de sair apenas na Europa), sugerindo que as músicas fossem ouvidas várias vezes para serem "digeridas", e dizendo que a banda que ele amava ainda estava ali, mas como sempre evoluindo e buscando novas maneiras de moldar seu som.
Hoje, BE é simplesmente o CD favorito do cara!
Essa história ilustra dois pontos bastante constantes na trajetória do Pain of Salvation, que são as reações extremadas em relação aos seus trabalhos, tanto positivas quanto negativas, e como o principal compositor da banda defende com unhas e dentes o seu trabalho e seu direito de ousar e inovar. A banda é tipicamente encaixada no nicho "heavy metal progressivo", porém seu som extrapola meras definições e categorias, sendo único no gênero rock, sempre permeado pela interpretação extremamente emocional de Daniel Gildenlöw e atuação mais do que competente do restante da banda.
BE é um trabalho conceitual, que trata da criação de uma inteligência oniponte ("Deus") que para melhor compreender a si mesma divide-se em milhares de fragmentos menores ("Humanidade"). É um conceito pesado e um pouco difícil de engolir de primeira, porém fascinante, especialmente acompanhado do material disponível no site oficial da banda. Ainda mais do que o conceito, o que impressiona em BE é a variação da musicalidade, desde Imago, música folk sem nenhuma guitarra que discorre sobre a criação da humanidade (a "música de índio" à qual meu amigo se referiu), passando pela belíssima Pluvius aestivus, faixa instrumental cuja base é levada apenas pelo piano porém cresce no decorrer da música, seguida de perto por Dea Pecuniae, música extremamente sarcástica que apenas pode ser classificada como um blues debochado e crítico. Todas as músicas são acompanhadas de uma pequena orquestra, essencial para o clima do álbum.
Porém com certeza o momento de maior carga emocional é Vocari dei. O que a banda fez foi disponibilizar um número de telefone para o qual os fãs poderiam ligar e deixar recados na "secretária eletrônica de Deus". A faixa nada mais é do que vários desses recados, com uma música relaxante ao fundo, porém os recados são extremamente honestos e emocionantes, o que faz você literalmente se arrepiar. Sem dúvida um lance genial, e que praticamente já vale o disco.
Além do CD existe também o DVD de BE, onde mais do que um simples show, a banda encena o conceito como uma peça teatral. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de conferir.
Faça um favor a você mesmo e ouça BE. Mais do que tudo, faça isso com a mente aberta, e se possível mais de uma vez. Você poderá gostar ou odiar, porém ficar indiferente é impossível.
Postado por Aleatório às 10:53 0 comentários
Marcadores: música
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Homenageando o nome do blog
Que tal mais um post sob a influência do álcool?
Com um título desses, não sei o que você, caro leitor, esperava deste blog.
E não sei também sobre o que escrever agora! Tenho em mente alguns assuntos, mas nenhum deles foi elaborado o suficiente para ser digno de um post, ainda mais no estado em que me encontro!
Deixo, então, uma questão que me atormenta a algum tempo, e espero que "atormente" a você também: qual o sentido das relações interpessoais no mundo atual? Em que ponto deixamos de ser marionetes do comum, e passamos a exigir mais de um relacionamento com outra pessoa? Qual é o comportamento correto por assim dizer, pegar todo mundo e se divertir, ou precisar de uma conexão mais profunda com outro ser humano?
Em que ponto passamos a colocar as necessidades e conceitos da sociedade à frente de nossas próprias?
Postado por Aleatório às 23:00 1 comentários
Marcadores: divagações
Piadas Péssimas 2
Pra amenizar o post anterior, aí vai uma piada daquelas BOAS!
Quem ganharia uma luta entre a fita isolante e o durex?
...
...
A fita isolante, que é faixa preta!
Postado por Aleatório às 12:56 1 comentários
Marcadores: piadas
Um dia ruim
Por que é tão difícil evitar que um acontecimento ruim acabe com o seu dia? Estabeleci como meta pessoal que não permitiria mais que isso ocorresse, mas eu honestamente não tenho esse talento, se alguém tiver alguma dica por favor me avise...
Postado por Aleatório às 12:49 1 comentários
Marcadores: divagações
terça-feira, 15 de abril de 2008
Como evolui a humanidade

Não consigo imaginar uma ilustração melhor para a evolução digital :)
Fonte: http://macmagazine.com.br/blog/2008/04/14/evolucao-digital/
Postado por Aleatório às 12:41 1 comentários
Marcadores: piadas, tecnologia
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Ócio e criatividade

Sempre fui uma pessoa obstinada em criar. Sinal evidente disso foi que meu primeiro brinquedo preferido foi o Lego, e não desses de hoje em dia em que tudo vem pré-montado, mas sim aquele balde cheio de peças retangulares que, por si só, não eram nada, mas com um pouco de imaginação ofereciam possibilidades infinitas de combinação. No natal, era o papai Noel, com algodão simulando a barba. Em uma das inúmeras vitórias do Senna, foi um carro de Fórmula 1. Meus pais dizem até hoje que economizaram uma fortuna em brinquedos, pois com o Lego eu tinha tudo que queria.
Em seguida, passei a desenhar, tudo e qualquer coisa. Ná época em que o filme O Rei Leão estourou nas bilheterias, lembro-me bem que aprendi a desenhar o Simba com exatidão (em uma só pose, lógico), e reproduzia várias e várias vezes o mesmo desenho para os colegas de classe, tal qual uma impressora humana. Não muito distante veio a música, e a paixão pelo violão, instrumento cujo som puro me hipnotiza.
Por fim, a necessidade constante de criar determinou a minha escolha de carreira: Programação de Computadores. Uma das coisas mais prazerosas que existem é poder ver uma criação sua sendo útil para alguém, seja para auxiliar ou divertir. Depois de anos de faculdade, finalmente pude sair para o mercado de trabalho, crente de que estaria desempenhando meu emprego dos sonhos todos os dias. E foi aí que a coisa desandou.
O ambiente corporativo massacrante, repleto de obstáculos técnicos e humanos, criou um sentimento em relação a programação que só pode ser descrito como nojo. Diversos projetos pessoais nos quais me animava a trabalhar agora estão abandonados às traças. Depois de um dia estafante de trabalho frente a um computador, a última coisa que quero ao finalmente chegar em casa é continuar usando um computador.
E não apenas isso, as músicas que costumava compor, os desenhos e pinturas que fazia, a criatividade que norteava minha via encontra-se agora perdida, massacrada sob a pilha de obrigações da vida real. Escrever estas meras palavras tem se mostrado muito mais complicado do que costumava ser. Cada momento livre é ocupado por tarefas, compromissos, preocupações
A conclusão que tiro disso é que precisamos mais do que nunca do ócio criativo em nossas vidas, que não é simplesmente "ficar sem fazer nada", mas sim dar tempo à mente de realizar as conexões entre experiências, sonhos e decepções, e através destas conexões dar asas à nossa criatividade. Uma mente cansada e oprimida é incapaz de encontrar forças para criar.
O sociólogo italiano Domenico de Masi não apenas defende esta idéia como escreveu um livro sobre ela, entitulado "O Ócio Criativo". Em um trecho do livro, Domenico diz:
Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção
entre o seu trabalho e o tempo livre (…) Distingue uma coisa da
outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em
qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir
se está trabalhando ou se divertindo.
Ou seja, reduzindo a opulência do ambiente mercantilista, não mais iremos trabalhar 5 dias para descansar 2, mas sim mesclar trabalho e descanso. A linha entre o que é corporativo e o que é pessoal se desfoca, beneficiando ambos os lados da moeda. Parece uma utopia, mas você consegue imaginar como seria genial participar de uma sociedade assim?
Fonte da citação: http://fatorw.com/2007/06/14/a-genialidade-do-ocio-criativo/
Postado por Aleatório às 18:53 1 comentários
Marcadores: divagações
Dica: LogMeIn
Sabe quando você precisa dar uma olhada em algum arquivo que ficou no seu computador de casa, ou se você quer conferir se aquele download gigantesco já acabou, ou quem sabe dar um jeito no computador daquele seu amigo ou amiga que não manja nada e mora lá onde Judas ficou com bolha no pé de tanto andar sem botas? É nestes momentos que você vai agradecer por conhecer o LogMeIn!
O LogMeIn permite que você interaja com um computador remoto, vendo sua tela diretamente no browser. Basta entrar no site, fazer seu cadastro e instalar o programa na máquina que deseja controlar, criando um código de segurança (isto pode ser feito várias vezes, associando vários computadores à sua conta). A partir de qualquer outro computador que possua Internet Explorer ou Firefox, basta acessar o site do LogMeIn, entrar com seu usuário e senha e escolher o computador que deseja acessar, informando seu código de segurança. Um pequeno plugin irá ser instalado, e logo em seguida você terá completo controle sobre o computador remoto.
Este não é um conceito novo, já é possível fazer isto há muito tempo através do popular VNC. Porém o LogMeIn possui uma grande vantagem: ele simplesmente funciona. Não importa por quantos firewalls e roteadores você tenha que passar, a conexão ocorre de forma transparente, sem precisar alterar uma porta de comunicação sequer. A não ser que o site do LogMeIn seja bloqueado, é praticamente garantido que você conseguirá acessar seu PC de onde estiver. E mais, a conexão é criptografada, evitando bisbilhoteiros digitais.
Como nem tudo é perfeito, o LogMeIn também tem lá suas desvantagens. O tempo de resposta é bastante lento, pois a conexão não é feita ponto-a-ponto como no VNC, todo o tráfego passa pelos servidores do LogMeIn. Isso também pode levantar alertas de privacidade, afinal não se pode dizer o quanto é filtrado e analisado nestes servidores. Por este motivo, é recomendável evitar acessar sites de bancos ou outras informações sensíveis através do serviço. Por fim, ele só funciona em Windows e Mac, nada de Linux.
O serviço gratuito permite a operação de uma máquina remota, porém existem pacotes pagos que oferecem muito mais, como transferência e sincronização de arquivos, etc. Vale a pena testar, de graça até injeção na testa! E essa é uma injeção bastante útil :)
www.logmein.com
Postado por Aleatório às 14:15 2 comentários
Marcadores: tecnologia
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Piadas Péssimas 1
Uma menina tem um grampo de cabelo, só que ele já perdeu o plástico e está todo enferrujado.
Qual o nome do filme?
...
...
Forraeste Grampo
PS: ameaças de morte não serão toleradas.
Postado por Aleatório às 15:31 1 comentários
Marcadores: piadas
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Atração e admiração
Uma amiga postou recentemente uma questão interessante em seu blog:
Mulheres não conseguem separar sexo de amor,
homens não sabem separar sexo de amizade.
Isto me fez pensar, acho que o buraco é mais embaixo. A questão chave é: quando é que a admiração por uma pessoa dá lugar à atração?
Já parou para pensar naquela pessoa, por quem você não sente "tesão" propriamente dito, mas sim uma admiração profunda, do seu caráter, jeito de ser, agir e encarar o mundo? Naquela pessoa que faz uma falta danada, sempre capaz de tirar uma risada de você independente do momento?
Pois é meu amigo, é nessa hora que você está perigosamente pisando na barreira entre amizade e o algo mais, e pensando "para que lado eu vou"? Na minha opinião, nada mais natural do que este sentimento, visto que o gostar nada mais é do que uma admiração, e a vontade de estar perto.
Mas escolha bem para qual lado pretende ir, pois se sua atração não encontra contraponto na outra pessoa, você irá se colocar numa posição vulnerável para ouvir o chavão mais usado na história dos relacionamentos: "somos apenas amigos". E qualquer um, por mais mané que seja, sabe que depois de ouvir isto, nenhuma amizade volta a ser como antes. Qualquer conversa tem aquele ar de desconforto, ainda mais quando não há mais pessoas por perto.
Qual a conclusão que tiro de tudo isto?
Nenhuma.
Se está esperando conclusões, vai procurar um psiquiatra :)
[Lembrete: postar de madrugada depois de 12 chopps pode gerar textos sem sentido]
Postado por Aleatório às 23:30 1 comentários
Marcadores: divagações
quarta-feira, 9 de abril de 2008
CDs para conhecer 1 - Carla Bruni / No Promises
Come, let me sing into your ear;
Those dancing days are gone
Já ouviu falar neste nome? Se não ouviu, ou é mulher ou não faz jus ao que carrega entre as pernas. Carla Gilberta Bruni Tedeschi Sarkozy, ou apenas Carla Bruni, nada mais é do que a gatíssima primeira-dama da França, cuja beleza pode ser apreciada nas suas diversas fotos espalhadas pela Teia Mundial, inclusive em seu site oficial.
O que pouca gente tem ciência é que a beldade é também cantora e compositora (fato que ganhou mais notoriedade depois que a moça assumiu seu atual "posto"), e possui dois discos gravados, Quelqu'un m'a dit (de 2002, cantado em francês e grande sucesso no país) e No Promises (de 2006, cantado em inglês). Neste post irei falar do disco mais recente, e por que ele merece ao menos uma ouvida.
Em No Promises, a cantora interpreta canções baseadas em poemas de autores do naipe de Emily Dickson e William Butler Yeats, com sua voz rouca, quase sussurrada, acompanhada por arranjos de violão que remetem ao blues, jazz, country e folk. Essa combinação gera músicas serenas como Before the World Was Made, e também sensuais como a faixa de abertura Those Dancing Days Are Gone.
No geral, um excelente CD para se ouvir a dois, ou para ouvir no escuro com um fone de ouvido, imaginando os versos sendo sussurrados em seus ouvidos...
Postado por Aleatório às 15:31 1 comentários
Marcadores: música
terça-feira, 8 de abril de 2008
Bem vindo ao mundo
Nasceu, de pai desconhecido e destino mais ainda. Veio ao mundo para expor, independente da origem ou vertente.
Uau, que introdução bonita hein? :)
Enfim, essa baboseira aí em cima é só pra dizer que o blog foi criado, e você, eventual leitor, pode esperar se informar sobre os mais diversos assuntos nos quais esta mente doentia que vos escreve possa se interessar, mesmo que não interessem a mais ninguém.
Bem vindo ao mundo, e que tenha uma vida próspera!
Postado por Aleatório às 22:36 1 comentários



