quarta-feira, 23 de abril de 2008

Recado aos puxa-sacos




À todos os puxa-sacos, duas caras, manipuladores, traíras, back-stabbers que infestam o universo corporativo de TI, deixo a vocês...

... o meu mais cordial FODAM-SE!

E o mais belo PAU nos seus CÚS!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

CDs para conhecer 2 - Pain Of Salvation / BE



I am

I was not
then I came to be
I cannot remember NOT being
But I may have traveled far
very far
to get here

Maybe I was formed in this silent darkness
From this silent darkness
BY this silent darkness

To become is just like falling asleep
You never know exactly when it happens
The transition
The magic
And you think, if you could only recall that exact moment
Of crossing the line
Then you would understand everything
You would see it all


Tenho uma história interessante a respeito do Pain of Salvation. Um amigo meu é fã incondicional da banda, fervoroso até demais. Ele aguardou pacientemente o lançamento do CD BE, vasculhando os sites de torrent todos os dias para ver se já estava disponível. Até que um dia ele me mandou um e-mail, só com o assunto "SAIIIIUU, SAIIIIUUU!!!". Algumas horas depois ele me ligou transtornado, dizendo que o disco era uma BOSTA, que parecia música de índio, entre outros insultos menos publicáveis. Não contente em desabafar comigo, ele resolveu desabafar com Daniel Gildenlöw, vocalista, guitarrista, e frontman da banda, enviando um e-mail (o endereço dele está listado no site da banda) bem pouco amistoso, com diversos fucks e shits, contendo todas as suas opiniões a respeito do disco, e fechando com a frase "o que aconteceu com a banda que eu amava?".

Qual não foi a surpresa dele (e minha) quando, no mesmo dia, recebeu uma resposta! Muito infelizmente não tenho mais o texto do e-mail, mas basta dizer que o cara foi extremamente cordial, rebatendo ponto a ponto as críticas feitas (e ainda dando uma alfinetada por ele ter baixado uma cópia pirata, visto que ele disse ser do Brasil e o CD havia acabado de sair apenas na Europa), sugerindo que as músicas fossem ouvidas várias vezes para serem "digeridas", e dizendo que a banda que ele amava ainda estava ali, mas como sempre evoluindo e buscando novas maneiras de moldar seu som.

Hoje, BE é simplesmente o CD favorito do cara!

Essa história ilustra dois pontos bastante constantes na trajetória do Pain of Salvation, que são as reações extremadas em relação aos seus trabalhos, tanto positivas quanto negativas, e como o principal compositor da banda defende com unhas e dentes o seu trabalho e seu direito de ousar e inovar. A banda é tipicamente encaixada no nicho "heavy metal progressivo", porém seu som extrapola meras definições e categorias, sendo único no gênero rock, sempre permeado pela interpretação extremamente emocional de Daniel Gildenlöw e atuação mais do que competente do restante da banda.

BE é um trabalho conceitual, que trata da criação de uma inteligência oniponte ("Deus") que para melhor compreender a si mesma divide-se em milhares de fragmentos menores ("Humanidade"). É um conceito pesado e um pouco difícil de engolir de primeira, porém fascinante, especialmente acompanhado do material disponível no site oficial da banda. Ainda mais do que o conceito, o que impressiona em BE é a variação da musicalidade, desde Imago, música folk sem nenhuma guitarra que discorre sobre a criação da humanidade (a "música de índio" à qual meu amigo se referiu), passando pela belíssima Pluvius aestivus, faixa instrumental cuja base é levada apenas pelo piano porém cresce no decorrer da música, seguida de perto por Dea Pecuniae, música extremamente sarcástica que apenas pode ser classificada como um blues debochado e crítico. Todas as músicas são acompanhadas de uma pequena orquestra, essencial para o clima do álbum.

Porém com certeza o momento de maior carga emocional é Vocari dei. O que a banda fez foi disponibilizar um número de telefone para o qual os fãs poderiam ligar e deixar recados na "secretária eletrônica de Deus". A faixa nada mais é do que vários desses recados, com uma música relaxante ao fundo, porém os recados são extremamente honestos e emocionantes, o que faz você literalmente se arrepiar. Sem dúvida um lance genial, e que praticamente já vale o disco.

Além do CD existe também o DVD de BE, onde mais do que um simples show, a banda encena o conceito como uma peça teatral. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de conferir.

Faça um favor a você mesmo e ouça BE. Mais do que tudo, faça isso com a mente aberta, e se possível mais de uma vez. Você poderá gostar ou odiar, porém ficar indiferente é impossível.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Homenageando o nome do blog

Que tal mais um post sob a influência do álcool?

Com um título desses, não sei o que você, caro leitor, esperava deste blog.

E não sei também sobre o que escrever agora! Tenho em mente alguns assuntos, mas nenhum deles foi elaborado o suficiente para ser digno de um post, ainda mais no estado em que me encontro!

Deixo, então, uma questão que me atormenta a algum tempo, e espero que "atormente" a você também: qual o sentido das relações interpessoais no mundo atual? Em que ponto deixamos de ser marionetes do comum, e passamos a exigir mais de um relacionamento com outra pessoa? Qual é o comportamento correto por assim dizer, pegar todo mundo e se divertir, ou precisar de uma conexão mais profunda com outro ser humano?

Em que ponto passamos a colocar as necessidades e conceitos da sociedade à frente de nossas próprias?

Piadas Péssimas 2

Pra amenizar o post anterior, aí vai uma piada daquelas BOAS!

Quem ganharia uma luta entre a fita isolante e o durex?

...

...

A fita isolante, que é faixa preta!

Um dia ruim

Por que é tão difícil evitar que um acontecimento ruim acabe com o seu dia? Estabeleci como meta pessoal que não permitiria mais que isso ocorresse, mas eu honestamente não tenho esse talento, se alguém tiver alguma dica por favor me avise...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Como evolui a humanidade



Não consigo imaginar uma ilustração melhor para a evolução digital :)

Fonte: http://macmagazine.com.br/blog/2008/04/14/evolucao-digital/

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ócio e criatividade


Sempre fui uma pessoa obstinada em criar. Sinal evidente disso foi que meu primeiro brinquedo preferido foi o Lego, e não desses de hoje em dia em que tudo vem pré-montado, mas sim aquele balde cheio de peças retangulares que, por si só, não eram nada, mas com um pouco de imaginação ofereciam possibilidades infinitas de combinação. No natal, era o papai Noel, com algodão simulando a barba. Em uma das inúmeras vitórias do Senna, foi um carro de Fórmula 1. Meus pais dizem até hoje que economizaram uma fortuna em brinquedos, pois com o Lego eu tinha tudo que queria.

Em seguida, passei a desenhar, tudo e qualquer coisa. Ná época em que o filme O Rei Leão estourou nas bilheterias, lembro-me bem que aprendi a desenhar o Simba com exatidão (em uma só pose, lógico), e reproduzia várias e várias vezes o mesmo desenho para os colegas de classe, tal qual uma impressora humana. Não muito distante veio a música, e a paixão pelo violão, instrumento cujo som puro me hipnotiza.

Por fim, a necessidade constante de criar determinou a minha escolha de carreira: Programação de Computadores. Uma das coisas mais prazerosas que existem é poder ver uma criação sua sendo útil para alguém, seja para auxiliar ou divertir. Depois de anos de faculdade, finalmente pude sair para o mercado de trabalho, crente de que estaria desempenhando meu emprego dos sonhos todos os dias. E foi aí que a coisa desandou.

O ambiente corporativo massacrante, repleto de obstáculos técnicos e humanos, criou um sentimento em relação a programação que só pode ser descrito como nojo. Diversos projetos pessoais nos quais me animava a trabalhar agora estão abandonados às traças. Depois de um dia estafante de trabalho frente a um computador, a última coisa que quero ao finalmente chegar em casa é continuar usando um computador.

E não apenas isso, as músicas que costumava compor, os desenhos e pinturas que fazia, a criatividade que norteava minha via encontra-se agora perdida, massacrada sob a pilha de obrigações da vida real. Escrever estas meras palavras tem se mostrado muito mais complicado do que costumava ser. Cada momento livre é ocupado por tarefas, compromissos, preocupações

A conclusão que tiro disso é que precisamos mais do que nunca do ócio criativo em nossas vidas, que não é simplesmente "ficar sem fazer nada", mas sim dar tempo à mente de realizar as conexões entre experiências, sonhos e decepções, e através destas conexões dar asas à nossa criatividade. Uma mente cansada e oprimida é incapaz de encontrar forças para criar.

O sociólogo italiano Domenico de Masi não apenas defende esta idéia como escreveu um livro sobre ela, entitulado "O Ócio Criativo". Em um trecho do livro, Domenico diz:

Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção
entre o seu trabalho e o tempo livre (…) Distingue uma coisa da
outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em
qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir
se está trabalhando ou se divertindo.


Ou seja, reduzindo a opulência do ambiente mercantilista, não mais iremos trabalhar 5 dias para descansar 2, mas sim mesclar trabalho e descanso. A linha entre o que é corporativo e o que é pessoal se desfoca, beneficiando ambos os lados da moeda. Parece uma utopia, mas você consegue imaginar como seria genial participar de uma sociedade assim?

Fonte da citação: http://fatorw.com/2007/06/14/a-genialidade-do-ocio-criativo/

Dica: LogMeIn


Sabe quando você precisa dar uma olhada em algum arquivo que ficou no seu computador de casa, ou se você quer conferir se aquele download gigantesco já acabou, ou quem sabe dar um jeito no computador daquele seu amigo ou amiga que não manja nada e mora lá onde Judas ficou com bolha no pé de tanto andar sem botas? É nestes momentos que você vai agradecer por conhecer o LogMeIn!

O LogMeIn permite que você interaja com um computador remoto, vendo sua tela diretamente no browser. Basta entrar no site, fazer seu cadastro e instalar o programa na máquina que deseja controlar, criando um código de segurança (isto pode ser feito várias vezes, associando vários computadores à sua conta). A partir de qualquer outro computador que possua Internet Explorer ou Firefox, basta acessar o site do LogMeIn, entrar com seu usuário e senha e escolher o computador que deseja acessar, informando seu código de segurança. Um pequeno plugin irá ser instalado, e logo em seguida você terá completo controle sobre o computador remoto.

Este não é um conceito novo, já é possível fazer isto há muito tempo através do popular VNC. Porém o LogMeIn possui uma grande vantagem: ele simplesmente funciona. Não importa por quantos firewalls e roteadores você tenha que passar, a conexão ocorre de forma transparente, sem precisar alterar uma porta de comunicação sequer. A não ser que o site do LogMeIn seja bloqueado, é praticamente garantido que você conseguirá acessar seu PC de onde estiver. E mais, a conexão é criptografada, evitando bisbilhoteiros digitais.

Como nem tudo é perfeito, o LogMeIn também tem lá suas desvantagens. O tempo de resposta é bastante lento, pois a conexão não é feita ponto-a-ponto como no VNC, todo o tráfego passa pelos servidores do LogMeIn. Isso também pode levantar alertas de privacidade, afinal não se pode dizer o quanto é filtrado e analisado nestes servidores. Por este motivo, é recomendável evitar acessar sites de bancos ou outras informações sensíveis através do serviço. Por fim, ele só funciona em Windows e Mac, nada de Linux.

O serviço gratuito permite a operação de uma máquina remota, porém existem pacotes pagos que oferecem muito mais, como transferência e sincronização de arquivos, etc. Vale a pena testar, de graça até injeção na testa! E essa é uma injeção bastante útil :)

www.logmein.com

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Piadas Péssimas 1

Uma menina tem um grampo de cabelo, só que ele já perdeu o plástico e está todo enferrujado.
Qual o nome do filme?

...

...

Forraeste Grampo



PS: ameaças de morte não serão toleradas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Atração e admiração

Uma amiga postou recentemente uma questão interessante em seu blog:

Mulheres não conseguem separar sexo de amor,
homens não sabem separar sexo de amizade.


Isto me fez pensar, acho que o buraco é mais embaixo. A questão chave é: quando é que a admiração por uma pessoa dá lugar à atração?

Já parou para pensar naquela pessoa, por quem você não sente "tesão" propriamente dito, mas sim uma admiração profunda, do seu caráter, jeito de ser, agir e encarar o mundo? Naquela pessoa que faz uma falta danada, sempre capaz de tirar uma risada de você independente do momento?

Pois é meu amigo, é nessa hora que você está perigosamente pisando na barreira entre amizade e o algo mais, e pensando "para que lado eu vou"? Na minha opinião, nada mais natural do que este sentimento, visto que o gostar nada mais é do que uma admiração, e a vontade de estar perto.

Mas escolha bem para qual lado pretende ir, pois se sua atração não encontra contraponto na outra pessoa, você irá se colocar numa posição vulnerável para ouvir o chavão mais usado na história dos relacionamentos: "somos apenas amigos". E qualquer um, por mais mané que seja, sabe que depois de ouvir isto, nenhuma amizade volta a ser como antes. Qualquer conversa tem aquele ar de desconforto, ainda mais quando não há mais pessoas por perto.

Qual a conclusão que tiro de tudo isto?
Nenhuma.

Se está esperando conclusões, vai procurar um psiquiatra :)

[Lembrete: postar de madrugada depois de 12 chopps pode gerar textos sem sentido]

quarta-feira, 9 de abril de 2008

CDs para conhecer 1 - Carla Bruni / No Promises



Come, let me sing into your ear;
Those dancing days are gone


Já ouviu falar neste nome? Se não ouviu, ou é mulher ou não faz jus ao que carrega entre as pernas. Carla Gilberta Bruni Tedeschi Sarkozy, ou apenas Carla Bruni, nada mais é do que a gatíssima primeira-dama da França, cuja beleza pode ser apreciada nas suas diversas fotos espalhadas pela Teia Mundial, inclusive em seu site oficial.

O que pouca gente tem ciência é que a beldade é também cantora e compositora (fato que ganhou mais notoriedade depois que a moça assumiu seu atual "posto"), e possui dois discos gravados, Quelqu'un m'a dit (de 2002, cantado em francês e grande sucesso no país) e No Promises (de 2006, cantado em inglês). Neste post irei falar do disco mais recente, e por que ele merece ao menos uma ouvida.

Em No Promises, a cantora interpreta canções baseadas em poemas de autores do naipe de Emily Dickson e William Butler Yeats, com sua voz rouca, quase sussurrada, acompanhada por arranjos de violão que remetem ao blues, jazz, country e folk. Essa combinação gera músicas serenas como Before the World Was Made, e também sensuais como a faixa de abertura Those Dancing Days Are Gone.

No geral, um excelente CD para se ouvir a dois, ou para ouvir no escuro com um fone de ouvido, imaginando os versos sendo sussurrados em seus ouvidos...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Bem vindo ao mundo

Nasceu, de pai desconhecido e destino mais ainda. Veio ao mundo para expor, independente da origem ou vertente.

Uau, que introdução bonita hein? :)

Enfim, essa baboseira aí em cima é só pra dizer que o blog foi criado, e você, eventual leitor, pode esperar se informar sobre os mais diversos assuntos nos quais esta mente doentia que vos escreve possa se interessar, mesmo que não interessem a mais ninguém.

Bem vindo ao mundo, e que tenha uma vida próspera!