terça-feira, 23 de setembro de 2008

Piadas péssimas 3

Havia um cara que tinha a fama de falar todas as línguas do mundo, exceto grego.

Um sujeito curioso resolveu tirar a prova. Chegou pro cara e disse:

- Eu duvido que você fale russo comigo agora!

O cara responde:

- Não, russo pra mim é grego.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Guerra do Volume

Às vezes parece que a indústria da música quer falir a qualquer custo. Não é nenhum segredo que sua habitual fonte de renda na forma de vendas de CDs vem diminuindo mais do que pipi ao ar livre na Sibéria. Isto é mais conseqüência da mudança natural que a internet e o estouro dos tocadores de MP3 e celulares provocaram do que da pirataria, como os executivos das grandes gravadoras adoram alegar. O braço executivo da indústria musical, denominado RIAA (Recording Industry Association of America), tem perseguido mais e mais usuários de redes de compartilhamento de arquivos, utilizando métodos questionáveis de obtenção de "provas" e pedindo valores absurdos em disputas judiciais.

Em outros países como os Estados Unidos, as vendas de lojas virtuais de música como a iTunes Store já superam a de grandes lojas no varejo. Mas quem disse que as gravadoras vão deixar a música que você compra digitalmente ser sua? Nem a pau, eles vão atulhar de DRM para que você só possa usufruir de sua música como ELES permitirem. Existem algumas iniciativas de vendas de música sem DRM, como a Amazon Music Store ou o próprio iTunes, que possui uma parte de seu catálogo disponível DRM-free. Aqui no Brasil temos algumas iniciativas como o Sonora, mas que não empolgam, geralmente devido ao preço.

Tudo bem, isso se trata de questões judiciais e/ou financeiras, mas pelo menos a qualidade da música não é afetada, certo? ERRADO! Há uma tendência no mercado, que já data de alguns anos atrás, de cada vez mais aumentar o volume das músicas como um todo, a chamada Guerra do Volume (Loudness War), para que comparado ao concorrente, a música de uma gravadora chame mais atenção. O problema é que essa inflação artificial do volume distorce o som, pois trechos da música que já são altos por natureza atingem certo limite, e acima disso os detalhes são perdidos, enquanto que trechos que deveriam ser mais "quietos" podem apresentar algum tipo de ruído.

Tomemos como exemplo um caso que, por tratar-se de um disco altamente esperado de uma banda popular, tem ganhado mais atenção da mídia como a mais nova vítima desta guerra: o álbum Death Magnetic, do Metallica. Como forma de propaganda, todas as músicas do CD foram também disponibilizadas para download para o jogo Guitar Hero 3. Fãs músicos, ou com ouvidos mais apurados, notaram desde o dia do lançamento que a música soava estranha, em especial as guitarras distorcidas e algumas partes da bateria, mas isso apenas na versão em CD. Compararam então as formas de onda das músicas entre as duas fontes. Veja você mesmo o resultado:



A de cima é a do jogo Guitar Hero, e a de baixo é a do CD. Repare que a do jogo tem altos e baixos mais definidos, e portanto mais detalhes, enquanto que a do CD é praticamente constante. Quando questionado sobre a qualidade do material, o engenheiro de som responsável pela masterização do álbum, Ted Jensen, respondeu o seguinte.

Eu certamente concordo com a sua reação, eu bato minha cabeça contra esse muro todos os dias. Neste caso, o material que recebi já estava deste modo antes de chegar às minhas mãos. Basta dizer que eu jamais faria algo com as músicas como foi feito neste caso. Acredite em mim, eu não estou nem um pouco orgulhoso de ser associado com este álbum, e só podemos esperar que algo de bom resulte desta discussão, na forma de uma represália contra a priorização do volume acima de qualquer coisa.


Uma possível explicação para a diferença entre as fontes é que o material das músicas foi entregue mais cedo para os desenvolvedores do jogo Guitar Hero 3, visto que pela natureza do jogo eles necessitam dos canais de áudio das guitarras separados do restante da música. Talvez por isso, eles tenham obtido um material mais puro, antes da mixagem final destruidora.

Os executivos das grandes gravadoras precisam colocar suas cabeças no lugar se pretendem salvar o pouco que resta deste mercado. Que ironia não? Os líderes do mercado responsável por todo seu lucro estão conseguindo destruí-lo por conta própria.

PS: apesar de tudo, o CD Death Magnetic é muito bom, e recomendado para apreciadores da música pesada! :)

Fontes:
http://mastering-media.blogspot.com/2008/09/metallica-death-magnetic-clipping.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Loudness_war
http://www.slashgamer.com/2008/09/17/metallicas-death-magnetic-sounds-better-on-guitar-hero-when-compared-to-the-cd/

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Somente uma cabeça

Olha só, existem alucinógenos muito mais poderosos que bebidas ou drogas. Um exemplo oportuno: uma tarde de trabalho em que você não quer fazer NADA. Sente só a viagem.

Estava aqui ouvindo "música mental", já que nesse maldito departamento não é possível usar fones de ouvido durante o expediente, e me lembrei de uma frase de uma música do Pain of Salvation, do CD BE:

Searching for yourself is like looking for the house you stand in
How could you possibly find it?
It's everywhere
It's all you know
And there are no other points of reference
Pense bem, isto faz todo o sentido do mundo! Do nosso ponto de vista, somos nada mais que uma cabeça flutuando sobre um corpo. Se não houvessem espelhos, a única maneira de nos medirmos seria pela reação de outras pessoas e do mundo à nossa existência. Eis, portanto, o motivo primordial de ser tão difícil entender a si próprio. Você é você, e não é possível "ver" você mesmo de outra perspectiva. Desde sua primeira batida cardíaca, a compreensão do indivíduo "Eu" esteve confinada à sua própria consciência.

O ser humano é um pretexto para a criação da disciplina da Psicologia, com certeza :)

Dica: VirtualBox


É impressionante ver como a tecnologia de máquinas virtuais evoluiu vertiginosamente nos últimos anos. A capacidade de processamento dos computadores pessoais aumentou tanto que é possível executar um ou mais "computadores virtuais" dentro do seu próprio, simulando todo o hardware via software.

Para ser sincero, apesar de achar a tecnologia muito interessante, nunca tive um uso muito prático para uma VM, exceto na época de faculdade quando os exercícios e trabalhos para algumas disciplinas dependiam de um ambiente Unix, e eu não queria perder meu tempo particionando HD, fazendo dual-boot, etc. Bastou instalar o VMWare, criar uma máquina virtual, instalar um Linux basicão e pronto, ambiente configurado em menos de 30 minutos.

Recentemente, meio que por acaso descobri que a Sun adquiriu um sistema de máquinas virtuais open-source chamado VirtualBox. O que mais me chamou a atenção foi um tal de seamless mode, modo sem costura em uma tradução literal. Segundo o site, este modo de operação permitia que as aplicações rodando dentro da máquina virtual se integrassem transparentemente ao sistema hospedeiro. Traduzindo, uma janela de uma aplicação Linux rodando dentro da VM poderia ser aberta lado a lado com uma aplicação Windows, e o usuário poderia alternar entre elas livremente.

Incrédulo, fiz o download do programa e de uma ISO do Kubuntu com a versão 4 do KDE. Instalei tudo e configurei a VM sem maiores problemas. Com o Kubuntu já rodando dentro da VM, a grande sacada é através do menu do VirtualBox instalar os guest additions, que são drivers que permitem a integração dos sistemas. Feito isso, ativei o modo seamless através do menu, e realmente funciona muito bem!

Acima da barra de tarefas do Windows é aberta a do KDE (ou do ambiente de janelas da distribuição que você utilizar), e com isso você pode interagir com o Linux diretamente, sem precisar alternar para uma janela executando a VM. É possível abrir as aplicações lado a lado, sobrepostas e o diabo a quatro, mas ainda assim mantendo os ambientes separados. Vale lembrar que o inverso também funciona, ou seja, utilizar uma VM com uma instalação do Windows dentro de um sistema hospedeiro Linux.

Inclusive já estou contemplando esta solução para migrar minha máquina principal de vez para Linux, e ainda assim não perder as aplicações Windows das quais necessito. Altamente recomendado.