
É impressionante ver como a tecnologia de máquinas virtuais evoluiu vertiginosamente nos últimos anos. A capacidade de processamento dos computadores pessoais aumentou tanto que é possível executar um ou mais "computadores virtuais" dentro do seu próprio, simulando todo o hardware via software.
Para ser sincero, apesar de achar a tecnologia muito interessante, nunca tive um uso muito prático para uma VM, exceto na época de faculdade quando os exercícios e trabalhos para algumas disciplinas dependiam de um ambiente Unix, e eu não queria perder meu tempo particionando HD, fazendo dual-boot, etc. Bastou instalar o VMWare, criar uma máquina virtual, instalar um Linux basicão e pronto, ambiente configurado em menos de 30 minutos.
Recentemente, meio que por acaso descobri que a Sun adquiriu um sistema de máquinas virtuais open-source chamado VirtualBox. O que mais me chamou a atenção foi um tal de seamless mode, modo sem costura em uma tradução literal. Segundo o site, este modo de operação permitia que as aplicações rodando dentro da máquina virtual se integrassem transparentemente ao sistema hospedeiro. Traduzindo, uma janela de uma aplicação Linux rodando dentro da VM poderia ser aberta lado a lado com uma aplicação Windows, e o usuário poderia alternar entre elas livremente.
Incrédulo, fiz o download do programa e de uma ISO do Kubuntu com a versão 4 do KDE. Instalei tudo e configurei a VM sem maiores problemas. Com o Kubuntu já rodando dentro da VM, a grande sacada é através do menu do VirtualBox instalar os guest additions, que são drivers que permitem a integração dos sistemas. Feito isso, ativei o modo seamless através do menu, e realmente funciona muito bem!
Acima da barra de tarefas do Windows é aberta a do KDE (ou do ambiente de janelas da distribuição que você utilizar), e com isso você pode interagir com o Linux diretamente, sem precisar alternar para uma janela executando a VM. É possível abrir as aplicações lado a lado, sobrepostas e o diabo a quatro, mas ainda assim mantendo os ambientes separados. Vale lembrar que o inverso também funciona, ou seja, utilizar uma VM com uma instalação do Windows dentro de um sistema hospedeiro Linux.
Inclusive já estou contemplando esta solução para migrar minha máquina principal de vez para Linux, e ainda assim não perder as aplicações Windows das quais necessito. Altamente recomendado.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Dica: VirtualBox
Postado por Aleatório às 15:40
Marcadores: tecnologia
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2 comentários:
"eu não queria perder meu tempo particionando HD, fazendo dual-boot"
Ócio na veia! hehehe
Quero ver isso, to instalando no meu micro agora!
Bom... Eu instalei na minha máquina da empresa desde que li seu post. Realmente é ótimo!
Aí, no Sun Tech Days essa semana, eles estavam promovendo FORTE o Virtual Box. Maaaaaas, posso afirmar que funciona melhor com o Ubuntu que com o OpenSolaris [o último parece ser mais pesado].
Enfim, é algo que realmente vale a pena, ainda mais se você tem RAM disponível pra isso!!! [É, em casa não tive nem como tentar... =/ ]
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