Uma nova tecnologia geralmente é desenvolvida com um propósito sério, e utilizando conceitos inovadores. Melhor ainda quando essa tecnologia pode ser utilizada para produzir resultados hilários. Imagina então se fosse desenvolvida pela Microsoft. Achou!
Conheça o Songsmith. Baseado no trabalho desenvolvido por pesquisadores da Microsoft, este programa realiza um feito considerável, do ponto de vista tecnológico: com apenas a linha vocal de uma música, o programa gera todo um acompanhamento musical utilizando o estilo que ele julgar mais adequado. O som tem toda a cara de sintetizado (pense em tecladinhos MIDI) mas ainda assim é impressionante ver o quanto o programa consegue "deduzir" baseado apenas na cantoria.
Mas é lógico que desocupados em geral tiveram uma grande idéia: alimentar o programa com linhas vocais de músicas conhecidas. Os resultados são IMPAGÁVEIS, como pode ser visto nos links ao final deste artigo. Roxanne e Eye of the Tiger são de fazer qualquer um que conhece as músicas originais chorar de rir (muito mais pode ser encontrado no Youtube, basta procurar por Songsmith).
Uma versão trial do programa pode ser baixada através deste link, e permite até 6 horas (não contínuas, pode ser 1 hora hoje, 2 amanhã...) de experimentos.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Uma máquina de novos clássicos
Postado por Aleatório às 16:11 0 comentários
Marcadores: música, tecnologia
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Os dois lados do suporte via telefone – cenário 2
Eu ia escrever um contraponto ao texto anterior, mas esse vídeo, se for verdade, é muito mais engraçado (ou deprimente) do que qualquer coisa que eu poderia escrever. Julgue você mesmo :)
Postado por Aleatório às 11:18 1 comentários
Marcadores: bobagem
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Os dois lados do suporte via telefone – cenário 1
"Favor digitar os 10 dígitos de sua linha de telefone, com DDD"
Tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu
"Straaaaaaangers in the niiiiiiiiiiight..."
- Boa tarde, com quem falo?
- Josué
- Senhor Josué, informo que para sua segurança esta ligação será gravada. Por favor informe o número de sua linha telefônica com DDD
- Mas acabei de digitar...
- Isto é apenas procedimento standardí, por favor me informe o número para que eu possa estar dando entrada no sistema
- Ok, é (11) 1234 2469
- (risadas ao fundo) Obrigado senhor, aguarde só mais um momento enquanto entro no sistema, ele se encontra um pouco lento hoje.
- Sem problemas…
- (éeeessa poçãaaaao faz cair piiiinto! é pra caaaaair o pinto do báaaateman HA HA HA)
- Mas que p…
- Obrigado por aguardar senhor. No que posso ajudar?
- Minha internet não funciona desde ontem pela manhã…
- Ok, vou verificar na central se há alguma indisponibilidade do serviço no momento, aguarde um momento
- Certo…
- (mas Báaateman de onde foi que você tirou esse escudo? É óbvio que foi do cú Robin, HAHAHAHAHA)
- Cacete…
- Peço desculpas novamente senhor, o sistema está realmente muito lento, aguarde mais um momento.
- Eu ouço algumas vozes do seu lado da linha e risadas de um grupo de pessoas…
- Ah isso é normal, deve ser alguma linha cruzada, não se preocupe (esse Róoobin é viadiiiiinho HAHA COF COF)
- Sei…
- Senhor, obrigado por aguardar, verifiquei no sistema e aparentemente não há nenhuma lentidão do serviço em sua região. Vou precisar que o senhor acesse o seguinte endereço no seu computador e siga os passos listados para o caso de navegação lenta
- Filho, eu estou sem internet, não vou conseguir acessar o endereço, e a navegação não está lenta
- (Sua mãe e sua mulher são duas putas pagas comissário, HAHAHAHAHAHAHAHA) Então a velocidade de navegação está normal, correto?
- Não, porra, a velocidade é nula, não consigo conectar
- Ah sim, compreendo o problema, vou verificar eventual indisponibilidade no serviço
- Puta que p…
- (HAHAHAH ESSE VÍDEO É FODA)
- Vocês estão vendo merda na internet né?
- Claro que não senhor, estou verificando a situação de sua linha
- Foda-se, quero cancelar o contrato
- Ok senhor, aguarde um momento enquanto verifico no sistema…
- AH, VAI TOMAR NO CÚ!
Referência:
Postado por Aleatório às 22:47 0 comentários
Marcadores: bobagem
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Roadkill
Se um dia eu estiver dirigindo por aí e encontrar a Sônia Abrão e a Márcia Goldschmidt andando em uma calçada, com certeza irei ligar o modo GTA e transformar as duas em asfalto.
Já estou inclusive guardando dinheiro pra comprar um Opalão preto.
E tira esse dedo da minha cara, baranga!
Postado por Aleatório às 15:42 1 comentários
Marcadores: bobagem
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Ah, infância
Por algum motivo, tenho um problema com memórias de infância. Conheço pessoas bem mais velhas do que eu e que possuem lembranças vívidas de quando eram crianças, porém no meu caso é tudo meio nebuloso, com exceção de várias ocasiões isoladas. Hoje tive oportunidade de relembrar uma delas.
Não é fácil superar sua primeira "decepção amorosa". Acho que foi lá por volta dos meus 10 anos de idade, na 4a ou 5a série da escola. O nome dela era (ainda é, claro) Fernanda e sentava-se na carteira em frente à minha, proximidade esta que foi o início do nosso contato, como é de praxe. Com conversas bestas durante as aulas pegamos amizade, e com um certo tempo nos tornamos inseparáveis, mas sempre dentro da escola. Fora dela não tínhamos muito contato.
Quando um dia ela apareceu com o braço quebrado, eu copiava a matéria com capricho redobrado (ou deveria dizer com qualquer capricho, visto que este já não era meu forte) para que depois ela pudesse estudar pelas minhas anotações, e ela passava o tempo todo da aula virada para trás, olhando para minha cara ou colorindo com sua outra mão um livro que estávamos utilizando em aula na época, com cores berrantes e em nada condizentes com as ilustrações (ainda tenho este livro guardado, com um astronauta amarelo e uma lua rosa).
Apesar de eu gostar imensamente de estar perto dela, em minha pobre cabeça infantil jamais passou a idéia de estar gostando de uma garota. Qual não foi a surpresa que causou então o sentimento em relação à presença do outro, que neste caso era um dos meus melhores amigos, chamado Yves. Surgiu do nada com um comentário de que o achava "bonitinho", mais um outro sobre "gostar", e por fim um pedido para que eu conversasse com ele. Aquele sentimento de inveja chegou a tornar-se insuportável, e eu não sabia sequer dizer exatamente o motivo. Fiz cara de emburrado e disse que não. Ela pediu novamente. Mantive minha posição irredutível. Ela fez cara de dó. Fui eu então ter a tal conversa com o Yves. Sem saber direito como falar nessa situação, cheguei e joquei a bomba direto no colo dele: "A Fernanda me falou que gosta de você...".
E ele: "Sério? Mas... ela é feia..."
Neste momento fui inundado novamente por um sentimento novo, um profundo desgosto por uma pessoa estar desprezando tão levianamente algo que eu queria. Sem mais uma palavra, voltei para o meu canto, pensando durante o resto do intervalo no que eu diria para Fernanda.
E eu: "Seguinte, não vou perguntar nada, se você quer saber vai lá e fala com ele"
Daí em diante, inevitavelmente ficamos mais distantes. Eventualmente ela foi para outra escola, e nunca mais tive notícias dela. Mas o engraçado é que seu nome completo ficou marcado na minha memória. Fast-forward para o dia de hoje, estava eu passeando no Orkut quando encontrei uma comunidade da classe que formou-se comigo no 3o colegial. Entre os inúmeros rostos conhecidos encontrei vários que não o eram (existem duas unidades desta escola na cidade, e apenas uma comunidade), mas um em específico que tinha um quê de familiar nos olhos. Quando vi o sobrenome, não tive dúvidas: lá estava ela, e completamente irreconhecível, não fossem meus olhos treinados.
Não vou entrar em contato ou nada assim. Além de meu perfil no Orkut ser fake (o meu oficial foi apagado há muito tempo atrás por desinteresse e alguns desentendimentos, mas mantive outro para acessar os fóruns de comunidades interessantes e ver as datas de aniversários de amigos que eu esqueço ^_^), decerto ela não se lembrará de tudo isso. Mas é interessante ver como uma marca pode permanecer tão fixa em meio a lembranças nebulosas.
Postado por Aleatório às 20:39 0 comentários
Marcadores: divagações
domingo, 4 de janeiro de 2009
Claridade
Seu franzino corpo espremeu-se através da apertada fenda, expelido por uma força ritmada e incansável. Do lado de fora, a luz cegante queimava seus olhos mesmo através das pálpebras. Tentou gritar qualquer coisa para que alguém notasse sua confusão, mas faltou-lhe fôlego. Foi então que percebeu que não conseguia respirar mais do lado de fora da fenda.
Em meio à intensa claridade, distinguia vagas formas brancas ao seu redor, cercando-o. A impossibilidade de respirar já tornava-se insuportável. Um dos seres brancos cortou um tubo ligado ao seu corpo, e inseriu um outro menor, mas não no mesmo lugar. Retirado este tubo, sentiu o ar preenchendo o seus pulmões novamente, e pode então dar vazão ao seu desespero, gritando de qualquer modo possível. Os seres de branco pareceram inabalados.
Por fim, um deles o agarrou, envolvendo-o em alguma forma de tecido, que restringia seus movimentos. Levou o lentamente até outro ser, que o envolveu em um abraço. Neste momento todo o desespero se esvaiu, pois sentiu uma familiaridade inegável e sabia exatamente nos braços de quem ele repousava: mãe.
Postado por Aleatório às 09:44 0 comentários
Marcadores: contos
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Um outro tipo de filme - Revolver
The greatest con, that he ever pulled... was making you believe... that he is you.
Existem poucas coisas melhores do que começar a assistir um filme esperando uma coisa e ser absolutamente surpreendido. Mais do que isso, é louvável a atitude de tratar o espectador como um ser inteligente, e também corajosa visto que nem sempre o público corresponde a esta expectativa, causando fracassos comerciais como é o caso de Revolver, produção de Guy Richie, ex-marido da Madonna.
Assim que o filme começa, você tem a impressão de estar assistindo um clichê de ação dos brabos: um criminoso que acaba de sair da prisão sedento de vingança (Jason Statham, aqui estreando um visual ainda não visto em seu filmes, com cabelo e barba), e um vilão dono de um cassino e alvo desta vingança, interpretado pelo Ray Liotta. Ou seja, o povo de sempre fazendo os papéis de sempre. Mas a partir daí, nada mais é como você esperaria que fosse.
Pensei em escrever uma descrição detalhada do filme, mas isto é um exercício em futilidade, pois ele pode ter um significado diferente para cada um, além de tirar toda a graça da trama. Irei apenas dizer que é necessário manter a cabeça aberta para obter todo o proveito desta excelente produção. Se você for como eu, tenho certeza que irá ter bastante material para mastigar com sua mente por um bom tempo.
Uma ressalva: existem duas versões do filme, a britânica/global que é a original lançada em 2005, e uma americana que simplifica e, na minha opinião, empobrece a história. Não sei dizer dizer se este DVD foi lançado aqui no Brasil, ou qual a versão... Em todo caso, recomendo fortemente a versão original para a experiência completa!
Postado por Aleatório às 18:30 0 comentários
Marcadores: filmes
